quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Uma Letra Entre Versos

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Muitos de vós já sabem como este blogue começou.
Mas muitos não sabem de onde veio este pequeno dom que tenho para pegar nas letras e formar os sons mais sentimentais que possam escutar com o coração.

Desde muito pequeno que não tinha muita aptidão física: não sabia jogar futebol ou correr.
Assemelhava-me mais a uma Bola de Berlim em aspecto, o que justificava muito a minha inabilidade desportiva. Ainda hoje confrontado com uma bola, pouco mais sei fazer do que pontapé para a frente e esperar pelo melhor.

Tendo eu os meus tenros doze anos quando recebi o meu primeiro computador.
Tinha o sistema operativo Windows95 (lembram-se? Provavelmente não mas ainda sou e serei dessa geração), não tinha jogos nem tão pouco a Internet.
Para ser honesto, nem eu sonhava com a existência deste mundo maravilhoso que é a autoestrada digital da informação por onde cada um de nós passa os seus dias.

Sinto-me um velho porque me dá a sensação que os miúdos de hoje em dia nascem já formatados para usar tablets, smarthphones, iphones e tantas outras engenhocas e fazer tudo e mais alguma coisa com eles, enquanto eu perco o meu tempo procurando onde se encontra o botão para ligar qualquer um desses dispositivos.

Bem, continuando: uma vez que não tinha jogos, o computador servia apenas para trabalhos escolares. Até que descobri que podia usá-lo para algo mais do que escrever composições sobre as minhas férias de Verão ou como nasceu Portugal. Também tinha o paint, que me ajudou a ser um artista sem grande talento mas eram horas e horas a fazer pinturas abstractas que me deixavam satisfeito. Era um moço simples e ainda o sou.

Hoje em dia, tenho a Internet, vida social (limitada mas existente), jogo ligeiramente melhor futebol e trabalho. Mas ainda recorro ao Microsoft Word ou até mesmo ao papel e caneta e escrevo. Sempre gostei do fazer. De falar de coisas que vi, que não percebia mas interpretava à minha maneira e desabafava, como se contasse o meu dia-a-dia ao computador, como se fosse pelo Word a maneira de comunicar com ele, na esperança de me responder um dia.

Nunca respondeu e o meu irmão deu cabo dele. Mas ainda hoje, após tantos anos, mantenho este pequeno gosto, este vício e desejo que me consome e me deixa satisfeito e feliz. Provavelmente deve ser a única arte que tenho jeito mas ainda bem, pois eu adoro escrever.

Já vos contei que sou romântico e o facto de saber escrever, rimar, usar as palavras e torná-las belas, enfeitando-as com sentimentos para poder deixar quem gostava com um suspiro e um batimento acelerado. Mas para isso nunca foi preciso muito usar palavras, pois qualquer rapariga é bonita à sua maneira e apenas só tinha de chegar à mulher que gostava e lhe relembrar disso, tentado dar-lhe a imagem certa dela pela escrita, como se fosse um espelho falante.

Admito que pouco sucesso tive com a escrita em tentar seduzir e namorar raparigas. O que levanta a questão: "Então porquê continuo a escrever se pouco me serve?".
Bem, pode não servir para seduzir alguma rapariga mas lá no fundo, sinto que a minha escrita seduzirá a mulher certa. E até lá, vou escrevendo para todos vós.

Não sou egoísta. Apenas sou chato. E ainda bem que existe Internet, pois ao fim ao cabo, escrevo para mim e para vós, para poder partilhar os meus sucessos e insucessos convosco e poder partilhar este pequeno talento com todos vós.

Obrigado pelas visitas todas e obrigado por gostarem da minha (e nossa) escrita.

Beijos e Abraços de uma das vossas Sombras favoritas.

E mais uma vez, Obrigado pelo vosso apoio e sugestões.

Filipe Manuel Da Silva Gomes

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