sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Tempo Fugido



Não sei porquê me continua a esforçar
Se tu a mim, continuas a me enganar?
Tu, tempo, sinto a tua falta debaixo deste luar.
Pois sem ti, não o consigo apreciar.

Tu tempo, és encuratdo à medido que estou a viver.
Foges de mim e continuas de mim a te esquecer.
Gostava que voltasses, podíamos grandes coisas juntos fazer.
Mas decidiste não voltar, simplesmente escolheste desaparecer.

Já há muito me estavas a dizer.
Que o nosso pacto iria ceder.
Tu decidiste de mim fugir.
E eu a pensar que voltavas, continuei a me iludir.

Mas a esperança eu continuo a manter.
Pois eu acredito que um dia, hás-de cá aparecer.
Até lá oiço esta música para de ti me recordar.
Por favor, volta para mim e vamos recomeçar.

(Dedicado ao tempo, meu velho amigo que se afastou de mim).

domingo, 13 de novembro de 2016

Dores Antigas

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A dor é algo que nunca nos abandona.
 Por mais que tentemos, ela nunca nos deixa sossegados.
Ou talvez nos persiga para sentirmos algo para além de solidão

Talvez as dores que sinta, sejam dores para relembrar que ainda respiro.
E que ainda tenho forças para me levantar e sobreviver.

Pareço um parvo ao tentar acreditar em algo irreal
Algo que parece um conto de fadas.
Tento fechar os olhos e imaginar-me lá.

 Mas as ruas que percorro que relembram-me o meu destino
Independentemente do que fiz, faço ou farei.

Cá estou eu para sofrer e aguentar tudo, e talvez
Irei ter contigo ao outro lado do mundo
Apesar da distância, gostava de contigo poder estar . . .

3900

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Bem, cá estamos de novo.

Desta vez, para mais um patamar.

O patamar das três mil e novecentas visualizações.

Obrigado por mais uma vez continuarem por aqui a apoiarem o nosso trabalho e espero continuar a entregar textos simples mas cheios de significado, como todos vós gostam.

Por hoje é tudo.

Obrigado e divirtam-se por aqui.

Beijos e Abraços,
Da Vossa Sombra Preferida,
Filipe Gomes

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Chocolate Envenenado

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Sou veneno. É a melhor descrição que posso fazer de mim.
Afasto todas as mulheres e magoo-as antes que me possam magoar.
Ataco primeiro antes de ser atacado.

Sabem o que muitos de vós têm em comum comigo?
O gosto e prazer pelo chocolate.
Mas o que não têm em comum comigo é o veneno.
O veneno que me corre nas veias.

Logo podemos dizer que sou um chocolate envenenado.
Podem não acreditar mas eu explico-vos porquê.
Simplesmente, qualquer mulher que tento adoçar, tem o péssimo hábito de se sentir indisposta, sair e nunca mais me voltar a falar.
A culpa até pode ser minha.

Eu até prefiro acreditar nisso.
Quer dizer, gostava de acreditar nisso.
Mas não tenho prova de tal.
Uma testemunha diz que sou um pouco bruto a falar.

Tentei melhorar e ser mais meigo para com a mulher seguinte.
Mas o resultado é o mesmo.
Quanto mais me aproximo, mais ela se afasta.
Fui eu, mudei, alterei, transformei, cedi, obriguei, bati, torturei, fiz tudo e mais alguma coisa a mim mesmo mas o resultado é igual.

Chega a uma certa altura e a mulher desaparece.
Se calhar o problema não sou eu.
Se calhar estou a pensar ao contrário.
A culpa pode não ser minha mas da mulher em causa.

Se calhar é porque ela acaba por se revelar uma cadela.
Daí quando ofereço parte de mim, um pequeno pedaço de chocolate, actua na barriga dela como veneno e assim justifica o facto de ir morrer longe.
Morrer ou sobreviver, tendo noção que sou venenoso, um chocolate que nenhuma cadela pode cheirar, tocar ou provar.

Sendo assim, tenho de repensar no que ofereço e provocar com calma, não uma cadela ou uma fera mas sim uma mulher.
Pode ser doce ou picante, alta ou baixa, oh pah, foda-se, é-me igual.
Só peço três coisas a qualquer mulher que me aguente ou queira aguentar:

Respeito, Honestidade e Fidelidade.
Isto tudo, resume-se com uma palavra apenas: Confiança.
Se uma mulher confiar em mim, terá tudo o que poderei dar:
Tempo, palavras, pensamentos, actos e eu, principalmente eu.

Posso ser eu um pessimista e andar meio triste e cabisbaixo normalmente, mas se tu quiseres confiar em mim e caminhar ao meu lado, posso-te prometer quatro coisas diárias:
Um sorriso, um piscar de olho, um elogio ou piropo meu e um amo-te dito e demonstrado.

Fico à tua espera e espero que gostes de chocolate.
Tanto quanto eu gostar de ti.

domingo, 6 de novembro de 2016

A Proximidade Da Lâmina De Guilhotina

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Anos passaram. Nem parece que foi ontem. Nem me lembro de quando foi exactamente. Sei que foram anos e anos fechado numa sala escura a cumprir pena pelos meus crimes. Mas acabei por sair em liberdade por bom comportamento. Não esperava esse desfecho. Jurara que era o fim, que dali só sairia dentro de um saco preto. Ou que servisse de alimento aos bichos da terra....

Da terra eu vim e à terra eu regressarei. Mas andei livre. Nunca me tinha sentido tão... vivo, tão liberto das correntes que tinha, tão... feliz. Mas durou pouco e voltaram os meus demónios a apoderarem-se de mim e a condenarem-me uma segunda vez.

Desta vez, a leitura foi diferente. Desta vez, fui condenado à morte. Morte à francesa. Como a culpa é da minha cabeça, o mais lógico é desfazer-me dela. Posso recorrer mas não sei quanto tempo demorará o recurso a ter sucesso. E enquanto anda e não anda, eu lá ando a caminho do instrumento que me perdoará este pecado que não resisti em cometer.

Lá caminho de queixo para baixo em direcção à guilhotina que existe em praça central. Execução pública? Não sei. Preferia que fosse uma morte rápida e sem dor. Mas julgando pela ferrugem da lâmina, não terei essa sorte. Mantenho então o olhar para baixo, para os meus sapatos que precisam de graxa, para evitar confrontar  olhares dos curiosos e injúrias da plebe pela qual me rodeio.

A lâmina já mostra alguma ferrugem, o que sugere que vai doer. Dor, preocupação pequena para o mal maior que me espera. E aqui vou subindo as escadas e cada vez mais me aproximo deste instrumento. Ainda se nota marcas na lâmina do último pecador que por aqui passou. A lâmina é cega, tal como a justiça e para o que te fiz passar, mereço este destino.

Conformado? Não. Apenas tento não pensar nisso, Sei que no passado foi a primeira vez que dobrava as regras para meu prazer. Desta vez, sinto-me tão à vontade que arrisco-me a partir qualquer regra e norma para só para obter o que já tive e até mais. Não sei bem se é isso que queria mas sei que gostava de aproveitar este pequeno tempo que tenho.

Gostava de voltar a despir os preconceitos e ignorar os avisos e regras e entregar-me ao crime. Não basta ter a fama. Se é assim, também quero ter o proveito. E enquanto coloco-me de joelhos e vejo a lâmina a subir, só penso em ter mais uma vez. Ter aquilo que deixei escapar anteriormente e não pude totalmente saborear. E agora que é maduro, só poderia traduzir-se num enorme banquete.

Será que vou tarde? Talvez. Será que vou sair daqui e tentar obter aquilo que os meus demónios me pedem? Provavelmente não. O mais provável é nada dizer e relutantemente apoiar a minha cabeça no repouso e deixar-me ser trancado e esperar que venhas impedir-me que cortem a corda e que a lâmina me coloque um ponto final na minha dor...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Uma Letra Entre Versos

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Muitos de vós já sabem como este blogue começou.
Mas muitos não sabem de onde veio este pequeno dom que tenho para pegar nas letras e formar os sons mais sentimentais que possam escutar com o coração.

Desde muito pequeno que não tinha muita aptidão física: não sabia jogar futebol ou correr.
Assemelhava-me mais a uma Bola de Berlim em aspecto, o que justificava muito a minha inabilidade desportiva. Ainda hoje confrontado com uma bola, pouco mais sei fazer do que pontapé para a frente e esperar pelo melhor.

Tendo eu os meus tenros doze anos quando recebi o meu primeiro computador.
Tinha o sistema operativo Windows95 (lembram-se? Provavelmente não mas ainda sou e serei dessa geração), não tinha jogos nem tão pouco a Internet.
Para ser honesto, nem eu sonhava com a existência deste mundo maravilhoso que é a autoestrada digital da informação por onde cada um de nós passa os seus dias.

Sinto-me um velho porque me dá a sensação que os miúdos de hoje em dia nascem já formatados para usar tablets, smarthphones, iphones e tantas outras engenhocas e fazer tudo e mais alguma coisa com eles, enquanto eu perco o meu tempo procurando onde se encontra o botão para ligar qualquer um desses dispositivos.

Bem, continuando: uma vez que não tinha jogos, o computador servia apenas para trabalhos escolares. Até que descobri que podia usá-lo para algo mais do que escrever composições sobre as minhas férias de Verão ou como nasceu Portugal. Também tinha o paint, que me ajudou a ser um artista sem grande talento mas eram horas e horas a fazer pinturas abstractas que me deixavam satisfeito. Era um moço simples e ainda o sou.

Hoje em dia, tenho a Internet, vida social (limitada mas existente), jogo ligeiramente melhor futebol e trabalho. Mas ainda recorro ao Microsoft Word ou até mesmo ao papel e caneta e escrevo. Sempre gostei do fazer. De falar de coisas que vi, que não percebia mas interpretava à minha maneira e desabafava, como se contasse o meu dia-a-dia ao computador, como se fosse pelo Word a maneira de comunicar com ele, na esperança de me responder um dia.

Nunca respondeu e o meu irmão deu cabo dele. Mas ainda hoje, após tantos anos, mantenho este pequeno gosto, este vício e desejo que me consome e me deixa satisfeito e feliz. Provavelmente deve ser a única arte que tenho jeito mas ainda bem, pois eu adoro escrever.

Já vos contei que sou romântico e o facto de saber escrever, rimar, usar as palavras e torná-las belas, enfeitando-as com sentimentos para poder deixar quem gostava com um suspiro e um batimento acelerado. Mas para isso nunca foi preciso muito usar palavras, pois qualquer rapariga é bonita à sua maneira e apenas só tinha de chegar à mulher que gostava e lhe relembrar disso, tentado dar-lhe a imagem certa dela pela escrita, como se fosse um espelho falante.

Admito que pouco sucesso tive com a escrita em tentar seduzir e namorar raparigas. O que levanta a questão: "Então porquê continuo a escrever se pouco me serve?".
Bem, pode não servir para seduzir alguma rapariga mas lá no fundo, sinto que a minha escrita seduzirá a mulher certa. E até lá, vou escrevendo para todos vós.

Não sou egoísta. Apenas sou chato. E ainda bem que existe Internet, pois ao fim ao cabo, escrevo para mim e para vós, para poder partilhar os meus sucessos e insucessos convosco e poder partilhar este pequeno talento com todos vós.

Obrigado pelas visitas todas e obrigado por gostarem da minha (e nossa) escrita.

Beijos e Abraços de uma das vossas Sombras favoritas.

E mais uma vez, Obrigado pelo vosso apoio e sugestões.

Filipe Manuel Da Silva Gomes

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

3800

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Boas pessoal.
Tudo bem convosco?

Peço desculpa ter andado ausente mas tenho andado ocupado entre trabalho e obras na nova casa que tenho na aldeia que mal tenho tempo para aqui vir.

Mas garanto-vos, tenho continuado a escrever.
Assim que puder, vou transcrever os meus textos para aqui.

Até lá, vão vendo os posts antigo e continuem por aqui a apoiarem-me e apoiarem-se nas nossas palavras que todos nós sentimos, experimentamos e vivemos.

Obrigado por tudo e portem-se mal.

Beijos e abraços,
Da vossa sombra preferida,
Filipe Gomes

sábado, 22 de outubro de 2016

Festa de Despedida


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Desculpa meu amigo.
Mas não vou poder ir.
Sei que é um dos dias mais felizes da tua vida e será um dia partilhado com quem mais te quer bem.
Mas não vou poder ir.

Sei o quanto gostavas que eu fosse e fizesse testemunho desta tua etapa.
Mas não vou poder ir.
Sei que insististe e todo o mundo embirra para eu ir.
Mas não vou poder ir.

Não é que esteja ocupado nesse dia.
Até estarei livre.
Apenas ambos sabemos o porquê.
O motivo é o mesmo que o da última vez.
A minha desistência face à tua insistência prende-se com ela.
Essa mesmo que tu estás a pensar.

Sim, eu sei.
Já passou um ano, até mais uns meses.
Mas não quero.
Mentalmente imagino-me a ir abaixo se a reconhecer.
Sei que já foi há muito tempo mas não sou capaz da ver tão próximo de mim.
Corrijo, não sou capaz da ver.
Nem ouvir ou sentir qualquer outro sentido que o ser humano possui.

E muito menos serei capaz da ver nos braços e nos lábios do outro.
Não consigo lidar com isso.
E para evitar ter da evitar e criar mau ambiente no teu dia mais importante, eu faltarei.
Não irei sair a meio da cerimónia nem antes.
Simplesmente não irei.
Estou a ser egoísta e a privar-te da nossa amizade e da minha companhia.

Mas ambos sabemos como eu sou casmurro e como me deixo prender ao passado e às memórias.
Sei que será uma festa de arromba rodeada de caras familiares e muita diversão.
Quem seria eu então para te privar disso?
Não quero que a deixes de convidar.
É tua amiga e conheces-a há mais tempo que a mim.
Eu é que estou a mais e também tenho de cumprir a promessa que fiz a ela.

Prometi-lhe que nunca mais saberia de mim.
Que eu desapareceria do mapa.
Nem chamadas, nem mensagens, nem novidades, nem nada.
Seria um fantasma.
Sei que é falso, pois temos-te a ti como amigo em comum e sei que falarás com ela e contarás tudo.
Portanto parte deste texto é para ela também.
É uma carta de felicidade e despedida.

Felicidades para ambos mas despeço-me aqui.
Não sei o que o futuro nos reserva mas enquanto puder, evitarei ela e com sorte, os nossos caminhos jamais se cruzarão.
Claro, um dia te casarás e ambos estaremos lá.
Um dia baptizarás os teus filhos e ambos estaremos lá.
Um dia será um funeral teu ou importante para ti e ambos estaremos lá.
As únicas excepções mas fora elas, vou estar sempre à distância.

Quanto a ti meu caro, sei que estás a ler isto atentamente.
Espero que tenhas compaixão para comigo e que um dia, me perdoes.

Desculpa meu amigo.
Mas não vou poder ir.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Terapeuta Silencioso

Estava farto. Mal dormia. Sentia-me desfeito, sem forças para continuar. Sem razão alguma para reabrir os olhos, se alguma vez os fechasse. Não queria adormecer pois significaria que não estava a meio de um pesadelo. Mas o sonho era real e a virtualidade possível que havia em teres ficado esfumou-se quando finalmente interiorizei que havia acabado.

Noites sem dormir. Passeios pelos bairros e pelo rio. Queria dormir mas não tinha força para tal. Mas não. Recusei-me a dar por vencido e quis lutar. E recuso-me a falar deste assunto de novo. Apenas escrevo como sempre o faço, com o mesmo objectivo: desabafar.

Mas este texto vai ser de agradecimento. Porque começara a reparar que voltara a tornar-me no rapazito rechonchudo que ainda tinha pesadelos e que sentia pequeno e e inferior em relação ao mundo em redor. Mas assim, como me senti pequeno pequeno, senti-me observado. Como se alguém estivesse de guarda para me proteger do mal exterior.

Foi quando levantei a cabeça e te vi. Sei que já não te dava atenção há anos mas estavas ali para mim em pequeno e hoje continuas mesmo ali, me protegendo. E eu não resisti em levantar-me, tirar-te do lugar onde estavas colocado e abraçar-me a ti dentro dos cobertores.

Sempre ouviste os meus desabafos, choraminguices, resmunguices, paixonetas que tive e perguntava-te o que fazer e como fazer. Como seria capaz de ultrapassar cada dia, exposto à crueldade do mundo lá fora. Mas tu mantinhas-te calmo, sereno, pacífico e imóvel. E sem dizeres uma palavra, eu sentia. Sentia o que me querias mostrar.

Primeira noite que dormi contigo foi a melhor noite que tivera recentemente e quanto mais dormia contigo, mais me sentia apaziguado e a recuperar as forças, para ser capaz de enfrentar o dia com um sorriso na cara e sem medo do desconhecido.

Já te conheço há quê, dezassete anos? Tanto tempo... Conheço-te há mais tempo que ao meu irmão. E isso é tão reconfortante saber que estiveste sempre aqui. Mesmo que eu te fosse ignorando, estiveste ali quando mais precisei. A idade já se nota em ti mas mantiveste a tua postura inalterável e sempre serena, tão característica de ti.

E hoje te abraço. Posso já não te agarrar tão fortemente nem com tanto medo como quando o tive quando te conheci mas continuarás a ser especial para mim. E espero que um dia te tenha a oportunidade de te apresentar a um filho meu e que possas tomar conta dele como tomaste conta de mim.

Obrigado por estas sessões. Obrigado por todas as vezes que me tiveste de aturar e sem ti, ambos sabemos que seria uma pessoa muito diferente. Obrigado por me ensinares a ser paciente e calado, para poder aprender a apreciar as coisas simples da vida e não andar preocupado. Obrigado, podes não ser o maior mas és o melhor amigo que poderia ter tido. Até ao próximo abraço.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Inocência do Perigo

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(Grande Austin Powers, bom filme de comédia)


Qual a tarefa mais perigosa que efectuo diariamente? Sair da cama.
Qual a tarefa mais perigosa que possa efectuar? Deixar-me apaixonar.

Não é que sejam más ambas as acções mas só por si, já acarretam níveis elevados de adrenalina que fazem temer pela minha saúde (física e mental). Mas enfim, gosto de viver uma vida perigosa. Gosto de andar no limbo, sem saber se vou tombar para o lado ou não. Não sou um santinho mas gosto de olhar inocentemente para estas pequenas acções, tendo a perfeita consciência de que me vou magoar.

Que querem que vos diga? Gosto de viver no limiar do extremo. Na inocência do perigo. Sei que tu aqui estás a ler pensas que sou um ser infantil e básico, que se deixa afectar pelas coisas mais simples da vida. E caro leitor, tens totalmente razão. Sou um fraco. Vou-me abaixo facilmente, seja pela primeira corrente de ar frio que me atinge o corpo e me atira para trás, suavemente para a cama, ou seja por um beijo que uma rapariga me oferece e quando reabro os olhos, falta metade do meu coração e a outra metade tem um punhal atravessado e ensanguentado.

Não é que desgoste do frio. Adoro. Hoje está um calor soviético ventoso e vim trabalhar para perto do rio de camisa de mangas curtas. Sim, sou estúpido a esse ponto mas gosto de sentir a brisa gelada que se faz sentir e o frio sempre é bom para mim, para arrefecer qualquer ideia estúpida e fazer-me sentir saudades da minha cama que ficou na outra margem.

E claro, não é que desgosto de me apaixonar.. Julgo ser uma das melhores sensações que existem no mundo (isso e sair o EuroMilhões) mas eu já me conheço. A minha maior fraqueza é o amor. Quando estou apaixonado, não sei tomar as melhores decisões para mim. Vivo para a outra pessoa e não sei tomar conta de mim. Porque sejamos honestos, se soubesse namorar, não tinha um blog repleto de mágoas, dores e lesões cardíacas românticas.

Mas sou estúpido. Gosto destes perigos. São a minha dose diária de adrenalina a que me permito sujeitar. Sinto-me um drogado a ressacar destes produtos. E tenho o prazer de consumir todas as noites. O outro acontece uma vez a cada ano (aproximadamente) e é algo que evito fazer por alguém que conheça ou fale.

Prefiro deixar-me apaixonar pela beleza duma rapariga que vi na rua ou pelo sorriso doutra que vi nas compras ou até mesmo pela doce voz de uma mulher que esteja esperando o transporte para o trabalho. Que todas estas senhoras têm em comum? Não as conheço e nunca meterei conversa com elas. O que me permite sentir uma pequena paixoneta, os meus níveis hormonais aumentaram e sentirem prazer e alegria. Aqui o perigo é muito mais reduzido e elas ficarão sempre na inocência de que eu alguma vez olhei para as mesmas e pensei num futuro a dois,

Como disse, gosto de viver na inocência do perigo. Mas com juízo, muitas barreiras e sem tomar decisões estúpidas, de como por exemplo, abrir a boca ou falar com alguma rapariga. Para decisões estúpidas, basta uma camisa de mangas curtas num dia de chuva de Outono.

Ah, minha quente cama, como te anseio neste momento....

sábado, 8 de outubro de 2016

Ligações Criminosas


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Nunca se deve voltar ao lugar do crime. Reconhecem-me mas nada podem fazer. Nunca fui condenado pelo crime. Faltaram as provas. As testemunhas foram descredibilizadas. Mas todos sabem e eu também. Eu fui o culpado.

Hoje em dia vou passando de novo pelo Banco. Existem os olhares suspeitos e o afastamento de alguns com medo de se virem presos nessa situação. Muito mudou desde há uns anos. O Banco em si tem um novo visual, uma maior tonalidade de cor e alegria mas também tem um maior e mais avançado sistema de segurança e claro, uma maior vigilância desde a última vez que fiz um levantamento não autorizado.

Sempre que reentro no Banco, sinto as câmaras focarem-se em mim. Como se eu fosse o único que existisse ali no átrio. Ignoram qualquer outra pessoa ou outro assaltante pois pensam que como já conheço os cantos à casa, voltarei a sentir-me tentado a realizar um novo golpe.

Existem mais Bancos e eu já tive a minha boa dose de riqueza extraída deste aqui. Mas este Banco será para mim sempre especial pois foi o primeiro onde iniciei a minha onda criminosa. Muitos Bancos surgiram depois onde nunca fui condenado por algo mas este Banco é o que mais visito.

Não sei se por saudade ou se por conveniência, uma vez que moro perto do Banco. Mas a justificação mais plausível seja o desafio. O desafio enorme que existe agora desta vez. Gosto de um bom desafio. Mas não preciso do dinheiro. Não preciso de arriscar de novo só por mais uns trocos.

Mas sinto-me tentado a fazer mais uma operação nocturna. Só pelo gozo em que me daria conseguir superar todo e qualquer dispositivo recentemente instalado para prevenir o acesso a pessoas como eu. Mas sei quando o Banco tem o reabastecimento de stock monetário. E sei que nestes dias tem alguns sistemas offline para manutenção.

A oportunidade certa é hoje à noite e tudo o que me impede são apenas dois sistemas de vigilância: Um conjunto de câmaras que é activa por sensor e os lasers que existem na antecâmara do cofre. Os sensores posso desligar do lado de fora e dá-me uma janela de uns minutos até aparecer algum vigilante e reinicie o sistema. Os lasers já é uma questão de agilidade e velocidade, pois não tenho a chave que desliga o sistema. Só o gerente e não me apetece invadir a casa dele só para cumprir uma fantasia estúpida.

Sendo eu um mortal pouco ágil e lento, devo arriscar e fazê-lo por satisfação pessoal? Ou devo manter-me na reforma? Um antigo colega de "profissão" já me apostou que não era capaz de resistir de ir assaltar de novo esse Banco. E eu apostei o contrário. Mas ambos sabemos que eu era capaz de o fazer sem ninguém saber.

A única dúvida é mesmo: Estou disposto a assumir o risco de ir preso (ou pior) por satisfação pessoal? Pelo gozo de continuar a gozar com o sistema de segurança do Banco?
Ou manter-me-ei nas sombras e apenas visitarei o edifício para depositar na minha conta, o dinheiro de que lá tirei?

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

3700

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Mais um patamar e ainda faltam treze centenas em pouco mais de dois meses e meio.
É possível portanto toca a esforçar.

Mas por agora aqui estamos noutro patamar. O patamar das três mil e setecentas visualizações.
Aqui me vou esforçando e com o vosso apoio sei que consigo chegar à meta que me propus.

Mas claro, vou continuar a escrever.
É o que mais gosto e é um dos poucos prazeres que tenho que posso partilhar convosco.

E espero que gostem deste meu lado sentimental e que continuem por aqui a apoiarem-me e darem-me a vossa força, para que vos consiga dar alegrias e arrancar suspiros.

Até ao próximo patamar.

Beijos e abraços,
Da vossa sombra preferida,
Filipe Gomes

domingo, 2 de outubro de 2016

Beco Sem Saída

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Uma viagem faz-se pelo caminho.
Não pelo destino.
Porque se nos focamos no fim, perdemos todo o universo pelo meio.
Vivemos focados em subir a escada do sucesso o mais rapidamente possível que nem vemos os degraus que pisamos.

Não vemos o que pisamos ou quem pisamos.
Apenas olhamos para o destino, o topo.
Não abrandamos.
Não ajudamos.

Somos egoístas e só queremos chegar ao fim para atingir o nosso objectivo.
Mas o que sacrificamos pelo caminho?
Sonhos nossos?
Sonhos de outros?
Amizades?
Relações?

Vivemos tão focados em nós que nem vemos por onde vamos.
Acabamos por atropelar tudo e todos e no fim, chegamos a um beco sem saída, sem retorno.
Sem espaço, ali condenados a levantar a cabeça e ver tudo o que perdemos para trás, sem hipótese alguma de regressarmos.

Queremos tudo.
Queremos tudo e nada pagar.
E que nos sirvam numa bandeja prateada.
Lei do menor esforço.

Queremos fazer o mínimo possível para termos o máximo possível.
É o ser humano na sua essência.
Menos por mais.
Isso e ser egoísta.

Imaginem se todos fôssemos todos assim:
Ninguém ajudava ninguém, ninguém dava nada a ninguém.
Estaríamos todos em casa na cama e morreríamos de fome porque não nos esforçávamos para sair do conforto da cama para ter de cozinhar e ninguém o faria por nós.

Menos olhos na meta, mais olhos a observar o redor.
Claro que não podemos tirar os olhos totalmente da meta sob pena da falharmos mas de vez em quando, convém fazer desvios e viver outras experiências, mesmo que impliquem esforço extra.

domingo, 25 de setembro de 2016

Lamechice Ocasional

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Há quanto tempo não te escrevo.
E por aqui ando calado.
Tanto te disse que seria teu servo.
E contigo me envolveria em pecado.

Tua forma de ser me seduz.
Teu beijo me enfeitiça.
No meio da minha sombra és uma luz.
E o teu olhar me prende e enguiça.

És um doce que faz ciúme.
E um picante que me faz aguar.
Juntos fazemos o nosso lume.
E a nossa química acaba por faiscar.

A tua gargalhada me acalma.
O teu sorriso derrete-me.
O teu abraço sinto na minha alma.
O teu piscar de olho enlouquece-me.

O teu beijo é irresistível.
E sou capaz de mais um te roubar.
Tu és uma pessoa incrível.
Mas como não acabei, esta página vais virar.

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Por esta não esperavas.
Pensavas que tinha acabado.
Mas sei que mais gostavas.
Portanto isto tem continuado.

Tens um enorme sex-appeal.
E não sei o que vês em mim.
Prefiro-te a ti do que outras mil.
Por isso, vou-me deixar ir assim.

Espero que estejas a gostar.
Mas quero sempre a tua honestidade.
Se for preciso em algo melhorar.
Basta pedires e agirei em conformidade.

Querias que fosse isto lamechice.
E com mistura de partes sexuais.
Eu acho uma idiotice.
Se te achares inferior às demais.

Tu és alguém especial.
Ainda bem que te pude conhecer.
Tens um olhar fatal.
Ao leres isto, um sorriso não conseguirás conter.

Agora vou parar de escrever.
Não vás tu desfalecer.
Mas se falta de confiança houver.
Pega neste papel e volta a reler.

3600

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Mesmo quando aqui pouco ou nada aparece, vocês continuam a surpreender.

Obrigado pelo vosso apoio e visitas que aqui fazem ao blog.

Vocês são importantes para o blog e para mim e terão sempre um espaço no meu coração.

Desta vez, chegámos às três mil e seiscentas visualizações.

Vou traçar aqui um objectivo ambicioso: chegar às cinco mil visualizações até ao dia 31 de Dezembro de 2016.

Sei que vou precisar de trabalhar muito mas espero consegui-lo,

Abraços e beijinhos.
Da vossa sombra preferida.
Filipe Gomes