quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Risco


Quando menos esperei, aconteceu.
Não esperava que aparecesse alguém e do nada, tenho uma mensagem nova.

Não conhecia a tua pessoa nem reconheci a foto.
Mas foste simpática e carinhosa na tua mensagem.
Que decidi aventurar-me a falar contigo.

Aprendi que não devia falar com estranhos.
Mas como fazemos amigos se não o fazemos?

Continuando este monólogo, surpreendeu-me o facto de não seres de Lisboa.
E vires cá, não conhecendo a zona.
E quereres a minha ajuda, para te orientares por cá.

Pensei no assunto e pensei que estavas a gozar comigo.
Uma vez que não me conhecias de lado nenhum.
Mas tu continuavas a falar de forma doce e meiga.
E não resisti à minha curiosidade em te conhecer.

Mesmo sabendo que podias pertencer a algum esquema de tráfico humano ou algo.
Parecias tão inocente e arrisquei e encontrei-me contigo e mostrei-te Lisboa.

Vieste em trabalho mas acabaste por ficar pelo prazer.
E apesar da chuvada que apanhámos.
Senti que tinhas gostado.

E ficámos amigos.
E até hoje, não sei se foi por acaso que não vieste nessas nuvens de chuva.
E se não tinhas vindo com o vento.

Mantivemos os contactos e fomos falando.
Vais e vens conhecer Lisboa.
E por vezes me convidas a mostrar-te um pouco mais.

Mas não sei se queres conhecer esta cidade.
Ou se me queres conhecer a mim.
E eu vou caminhando na dúvida da tua incerteza.

Somos amigos?
Somos.
Seremos algo mais?
Provavelmente não.

Não que fosses uma má escolha mas por eu ser a pior escolha que possas fazer.
Temos tudo de diferente e incomum.
Moras a vários milhares de quilómetros de distância.
E não acredito em relacionamentos assim.

Um de nós teria de ceder.
E nenhum de nós tem a coragem (ou a estupidez) para o fazer.
E assim continuaremos, amigos.

Prometo-te visitar ocasionalmente mas não te prometo ficar.
Não te posso prender a falsas esperanças.
E ambos estamos felizes assim.
Porquê estragar o que já temos?
Até breve.

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